Salvador
Após acordo, Setps pede aumento da tarifa de ônibus à Prefeitura de Salvador
O pedido de "realinhamento
tarifário" foi feito após avaliação do impacto do reajuste salarial e de
benefícios concedidos aos rodoviários.
O Sindicato das Empresas de Transportes de
Passageiros de Salvador (Setps) encaminhou para a Prefeitura de Salvador
um pedido de reajuste das tarifas de ônibus em caráter emergencial
nesta segunda-feira (28).
De acordo com nota enviada à imprensa, o
pedido de "realinhamento tarifário" foi feito "após avaliação do
impacto resultante do reajuste salarial e de benefícios concedidos pela
Justiça do Trabalho, na sexta-feira (25), como resultado do julgamento
do dissídio coletivo dos trabalhadores rodoviários".
No
julgamento do dissídio, na sexta-feira, a desembargadora Maria das
Graças Boness relatou que um conjunto formado por quatro desembargadores
concedeu, após debate e votação, um aumento de 7,5% para a categoria,
com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), além do
aumento do tíquete-refeição, de R$ 10,60 para R$ 11,22, e o retorno do
quinquênio - benefício concedido a cada cinco anos de trabalho na
empresa.
Segundo os empresários do setor, com a decisão de
aumento salarial para os trabalhadores o custo da tarifa, por
passageiro, subiu de R$ 2,96 para R$ 3,15, daí a necessidade de repassar
o custo para os usuários do sistema de transporte coletivo. O Setps
argumenta ainda que o pagamento do quinquênio para os trabalhadores, o
aumento no custo mensal fica em torno de R$ 700 mil. Além disso, a soma
do reajuste salarial (7,5%) e outros benefícios gera um impacto da ordem
de R$ 5,9 milhões mensais para os empresários. Desta maneira, as
despesas com pessoal subiria de 46,7% para 49,7% na planilha geral de
custos.
Em dezembro de 2011, o Setps pediu à Prefeitura de
Salvador a recomposição da tarifa de ônibus, mas o pedido foi indeferido
pela gestão municipal.
Multa para sindicatos
O TRT
considerou a greve abusiva e determinou que, se o Sindicato dos
Rodoviários (Sintroba) não retomasse as atividades ontem, a categoria
pagaria uma multa de R$ 150 mil, descontada diretamente da conta
bancária da organização. Em seguida, a cada 24 horas seriam descontados
mais R$ 50 mil, além de descontos dos dias parados.
O Sindicato
das Empresas de Transporte (Setps) também será penalizado. A
desembargadora determinou que os patrões paguem uma multa de R$ 75 mil
no primeiro dia e R$ 25 mil nos subsequentes da paralisação. A avaliação
dos desembargadores é que não houve pró-atividade dos patrões para que
os rodoviários que quisessem trabalhar conseguissem colocar os ônibus
nas ruas.
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